Quando a ferida é extensa, como o é geralmente nas
úlceras de decúbito, forma-se um grande coágulo; se há
infecção, surge reação inflamatória. Nos dois casos, a
exsudação de fagócitos é muito intensa e forma-se grande quantidade de tecido de granulação. Como as bordas da ferida
estão distantes, a regeneração da epiderme é mais lenta e
demora mais tempo para se completar. As células da epiderme
proliferam nas margens, onde ocorre certo grau de hiperplasia
devido à grande quantidade de fatores de crescimento
liberados a partir das células exsudadas. Nas fases iniciais, o
tecido de granulação faz saliência na superfície da ferida.
Com o passar do tempo, ele sofre as mesmas transformações
descritas na cicatrização por primeira intenção, sendo muito
mais intenso e evidenciável o fenômeno da retração da cicatriz
pelos miofibroblastos.
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FIGURA:Úlcera por decúbito necrosada
No caso das feridas necrosadas, a diminuição do fluxo
sanguíneo local provoca uma diminuição da respiração
mitocondrial, causando alterações na membrana celular, como
diminuição da eliminação de sódio, com conseqüente aumento
da relação Na/K e aumento de água no interior da célula.
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